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| na data 20080819 |
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Correu para o quarto de banho, olhou-se ao espelho... deitou a língua de fora, tanto quanto podia... e em seguida escancarou a boca e os olhos, e espreitou a figura dentro do espelho, algo baça e mal iluminada. A luz, de cima, acentuava-lhe a caveira alta e magra. O cabelo, escasso, quase branco, caía pelos lados, em guedelhas, em contraste com a pele vermelha... escura... tumefacta da respiração impossível. Com a mão direita meteu o polegar e o indicador pela boca dentro, desesperado, até chegar à garganta e, com mais um esforço, conseguiu agarrar a ponta e puxou. O rato saiu, pequeno, é certo, mas ainda a mexer-se... mal vivo... ou mal morto, depende dos pontos de vista, pois a fronteira era escassa naquele pequeno corpo peludo, pegajoso... molhado... fracturado e torcido da mastigação impossível. |
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| Faro Barros | ||
| 19941113 |
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