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| colocado em 20020403 | ||||||||||
Viu.
E viu, com aqueles os olhos vivos de gaiato, habituado às vielas e ao lixo.
Viu! E viu como brilhava!
Aproximava-se sem pressas... a disfarçar,
até estar perto e poder saltar-lhe
em cima, apanhando-o com um agachar rápido e disfarçado.
Deu mais três passos.
- João! Trovejou-lhe aos ouvidos, de longe, a mãe.
Parou.
- João! Estou a chamar-te!
O puto estremeceu, empurrado por impulsos
opostos.
Quando a mãe chamava assim... ou se lhe obedecia logo ou havia porrada grossa.
Mas aquele brilho!... logo ali... só a mais dois passos!...
- Oh! Mãeee!... e voltou logo, obediente,
temeroso pelo que tinha feito ou
não feito, nem sabia ao certo o que era.
De tarde, quando lá voltou, já não viu nada...
E teve um aperto no peito que daria para
muito chorar, não fosse ele o João,
já habituado às manobras da sorte e do azar...
Faro Barros
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